RELATÓRIO E CONTAS APROVADOS


A Assembleia Geral da Misericórdia aprovou, com duas abstenções e um voto contra, o Relatório e as Contas de 2016.

O Provedor apresentou as atividades das várias valências e serviços: ERPI, SAD, Creche, RLIS, UCC, Cantina Social, Igreja da Misericórdia. Explicou a evolução dos Recursos Humanos e referiu as obras e equipamentos que beneficiaram de investimento.

Resumo das contas:
Receita: 1.243.245,39
Despesa: 1.242.434.19
Balanço: Salientou o total do ativo no valor de 5.794.311,73, que registou um aumento superior a 60.000,00 euros.
Passivo: A diminuição do empréstimo à Caixa Agrícola para a UCC para o valor de 1.825.718,99.
Saldo financeiro: 796.439,60

Resultado: Resultado líquido positivo de 811,20, já depois dos significativos investimentos e da grande alteração nos Recursos Humanos e dos gastos de depreciação de 70.296,33.

Salientamos as duas áreas com intervenção mais significativas:

RECURSOS HUMANOS

Dispomos de número superior de trabalhadores ao que é apontado por lei para a ERPI, mas isso justifica-se devido ao aumento da dependência dos utentes e a dispersão das instalações, salas de refeição e salas de estar, o que é negativo para a exploração desta valência.

Realizamos várias reuniões gerais e setoriais para ouvir, explicar e implementar medidas.
Dos recursos humanos que colaboravam na ERPI através do IEFP foram admitidos para o quadro dois novos funcionários.

Promovemos duas das funcionárias mais qualificadas, de auxiliares de serviços gerais a ajudantes de lar.

Por extinção do posto de trabalho em resultado da diminuição de 14 alunos da creche, colocamos dois elementos na ERPI.

Foram admitidas em contrato de substituição mais dois elementos.
Tinha sido contratada uma enfermeira em substituição e continuou a meio tempo mesmo depois do regresso da titular.

Contratamos uma animadora social e, devido à saída de outros funcionários, contratamos também um técnico superior para apoio à Provedoria e à gestão.

Acresce ainda em 2016 o pessoal da RLIS, que tinha iniciado no final de 2015.

De todas as decisões resulta melhor serviço mas também aumento de despesa em pessoal e em honorários. Despesa que aumentou mais ainda porque aderimos voluntariamente à Convenção da União das Misericórdias que trouxe um aumento real para mais de 90% dos funcionários e porque concedemos ainda um prémio excecional no fim do ano a todos os funcionários e aos aposentados, no valor aproximado de € 10.000,00. Suportamos ainda o aumento do salário mínimo e a correção salarial para os trabalhadores com 15 anos de serviço para ficarem acima desse valor.

Detetou-se que o pessoal da creche estava a praticar um horário para além do previsto na lei e vamos pagar o valor dessas horas durante os cinco anos que se refletirá apenas nas contas de 2017.

Foi aprofundada a exigência legal da medicina no trabalho.

O direito à formação por parte dos trabalhadores, que exige grande esforço financeiro da entidade patronal, foi iniciado e terá reflexos mais evidentes no ano de 2017.

OBRAS E EQUIPAMENTOS

Para além das obras de conservação e manutenção, no valor aproximado de € 12.000,00, fizemos investimentos de mais de € 160.000,00. € 71.000,00 do resultado obtido este ano para depreciações e o restante recorrendo ao saldo anterior.

De referir que obtivemos o resultado de € 71.000,00 para gastos de depreciação depois de satisfazermos todos os aumentos salariais e prémios com o pessoal e as novas admissões.

Os investimentos que fizemos são obras urgentes reclamadas pelas entidades fiscalizadoras, das muitas que há a fazer, fruto dos anos de vida dos equipamentos e dos edifícios.

 Obras realizadas e equipamento:

 Ventilação instalações sanitárias 14 quartos;
 Obras de ventilação em 4 quartos;
 Ampliação do sistema de água quente;
 Rede informática entre serviços;
 Portas Igreja da Misericórdia;
 Videovigilância Igreja da Misericórdia;
 Arranjos casa mortuária e tetos entradas;
 Obras Provedoria, gabinete diretora técnica, enfermagem e instalações sanitárias;
 Instalação de tanques de combustível aquecimento;
 Substituição de portas e janelas exteriores quartos piso 0;
 Melhoramento casas de banho assistido e instalação de aquecimento rápido,
 Pinturas despensas;
 Carrinhos e equipamentos de limpeza;
 Biombos separadores de camas,
 Grua elevador;
 Máquina processadora de alimentos;
 Máquina de lavar loiça para a Creche;
 Brinquedos creche;
 Mobiliário gabinetes e secretaria;
 Computadores gabinetes, secretaria e enfermagem;
 Programas informáticos de gestão de recursos humanos e gestão de Irmãos;
 Impressora para secretaria;
 Televisões;
 Mesinhas de cabeceira;
 Estandarte, bandeiras e placard.
Fizemos muito investimento, mais que o resultado do ano nos permitia, mas as necessidades já cá estavam, e há muitas ainda por resolver que não faremos com o saldo da exploração anual.
Estamos a preparar um projeto de recuperação total do edifício para eventual candidatura ao programa 2020, mas há coisas que teremos de continuar a fazer até porque se trata de exigências legais.

Entre inúmeras coisas mais pequenas referimos, por exemplo, a lavandaria que é exígua, mal dimensionada e com equipamento obsoleto, o espaço de cabeleireiro, as humidades na ligação entre edifícios, vigiar o telhado que está a abater e mete água, reparar, por exemplo, o teto e as paredes do salão, que são alguns exemplos do muito que há a fazer, como aliás se refere já no relatório do ano anterior.

Uma vez que as entidades o exige, estas obras têm que ser feitas.

Já não falamos no reboco a cair nas paredes exteriores, na grande remodelação do sistema de aquecimento, do telhado, dos pavimentos na zona antiga que tem um foco de infestação nas juntas da cerâmica, nem no isolamento térmico do edifício.
Muito menos no edifício da creche que tem a estrutura em abatimento e com portas, janelas e vidraria antiga que, mesmo com gastos exorbitantes no aquecimento, não permitem o conforto exigido para um equipamento dos tempos de hoje.