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Notícias

5 Abril, 2016

Fernando Rodrigues – Provedor da Santa Casa da Misericórdia

Tomada de Posse Órgãos Sociais (13)Fernando Rodrigues, tomou posse, dia 31 de março, como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre.

Uma cerimónia que contou com a presença de diversas pessoas, individualidades, locais e regionais.

«Quero ser o Provedor da mudança. Vai haver mudança! Mudança tranquila. Mudança renovação, da modernização que uma casa como esta sempre reclama, de abertura da Misericórdia à comunidade, mas também, da continuidade e do respeito pela obra feita.» Foi desta forma que Fernando Rodrigues começou por caraterizar o compromisso que, agora, assume, evocando também o bom trabalho desenvolvido pelos seus antecessores: Padre José Alves, Manuel Pereira, Abel Afonso e “Pepe” «um homem integro, rigoroso, é certo, mas isento na aplicação da regra e da lei, e um dos mais dedicados a esta casa, evidentemente, por quem tenho consideração e estima.» Disse.

Também o trabalho desenvolvido pelo Município de Montalegre, na pessoa do seu presidente, Orlando Alves, mereceram evidência nas primeiras palavras oficiais do Provedor ao caraterizar como “inexcedível” a colaboração da Câmara, «na valorização do património da instituição e na expansão e qualificação dos serviços».

Vincou o respeito pela pessoa humana e na defesa da sua dignidade, os valores da solidariedade, do apoio à família e à comunidade em geral, o apoio aos idosos e aos doentes, às pessoas em situação de necessidade, às crianças e jovens em risco, o apoio à educação, formação e integração social e comunitária.

Ressalvou que, à Misericórdia cabe a «salvaguarda e defesa do nosso património, da nossa história, da nossa cultura, da nossa identidade, e de que também se nos exige colaborar, para encontrarmos as melhores respostas e serviços, no âmbito da economia social e solidária, que assegurem mais justiça, que garantam os direitos sociais dos cidadãos, que reforcem os laços de solidariedade, que contribuam para uma maior igualdade, para a sustentabilidade social, no progresso fraterno, em que todos sejam respeitados, e que possam viver com dignidade, e direito ao futuro. Tão só, como reclama a doutrina social da igreja, tanta vezes invocada, e tão pouco praticada.» Frisou.

A Unidade de Cuidados Continuados foi focada, neste discurso, afirmando que a mesma terá que abrir portas, uma vez que «a Câmara está a pagar todos os meses para a obra, e porque é muito importante pelos cuidados de saúde que presta, mas também pelo emprego, emprego qualificado, que irá criar, tão necessário na nossa terra.»

Em funcionamento encontra-se, já, a Rede Local de Intervenção e Acompanhamento Social, projeto contratualizado temporariamente, com a Segurança Social, e que envolve o Município, para atendimento e apoio às pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e de emergência social.

O Provedor manifestou a disponibilidade, e intenção, «de assumirmos uma postura de colaboração ainda mais ativa nesta área, com as instituições locais, mas também governamentais, para mostrar a necessidade e a justeza, e para podermos reclamar outras valências sociais para a nossa área de abrangência.»

Uma vez que o Portugal 20/20 pode apoiar iniciativas perante a carência social, empregabilidade, de valorização dos recursos humanos, Fernando Rodrigues, pretende que a Santa Casa desenvolva projetos, com recursos aos fundos europeus, de forma a contribuir para mais coesão social e do território, «numa região claramente marginalizada, como tantas do interior, que produz riqueza superior a muitas, mas que depois, na distribuição pelas pessoas, fica, escandalosamente, com metade do poder de compra per capita da média nacional, e apenas 1/3 de Lisboa! » Vincou.

Com muito trabalho pela frente, o Provedor conclui que «há uma parte da sociedade que precisa, outra que reclama, e outra que pode e que não dá. Há quem possa dar para podermos servir melhor, pelo que nos caberá também fazer essa pedagogia e mostrar que o dinheiro aqui é bem aplicado. Há por isso que mostrar o que fazemos, comunicar mais, comunicar melhor. Nós temos situações de doença e pobreza a que não podemos chegar por falta de meios. E casos de abandono, de solidão, de educação, que se cruzam e se juntam, e que são no seu conjunto difíceis de solucionar, que precisam de respostas integradas e de envolver a comunidade local. Temos também, por isso, que valorizar o nosso comportamento individual perante esses dramas.»

Já no final da intervenção, deixou a promessa que esta equipa quer e vai «servir melhor os nossos utentes, e que esta casa seja a casa da vida, que sirva de exemplo de humanismo, de respeito, de amizade, de alegria, que sirva de aprendizagem e de ensinamento para nos valorizarmos e valorizar a sociedade. Queremos, finalmente, confiança em todos, e entre todos, incluindo os que aqui trabalham e dão o seu melhor por esta casa. É isto a que estamos, solidariamente, vinculados, todos, a equipa dirigente, mas todos os colaboradores da instituição, como é evidente, sendo sempre, o Provedor, o primeiro, em qualquer caso, a dar a cara, e assumir todas as responsabilidades, do que nesta casa se decidir e passar.» Finalizou.

A Misericórdia de Montalegre é responsável pelo apoio em lar a 80 utentes, 20 beneficiários do apoio domiciliário e 35 crianças em creche, num total de 60 trabalhadores.